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Alvarenga e Ranchinho

Alvarenga e Ranchinho

Cantor, Compositor Natural de Itaúna Nasceu em Gênero musical: Música popular brasileira, outro
Biografia

Dupla formada em 1929 por Murilo Alvarenga – Itaúna/MG – 1912 – SP/SP  1978 e Diésis dos Anjos Gaia , o Ranchinho, Jacareí/SP   1913 – São Vicente/SP 1991 – Alvarenga começou aos 11 anos como trapezista e malabarista, passando a cantar tangos. A dupla destacou-se com a marcha  Sai Feia (Alvarenga). Fez parte do elenco do Cassino da Urca onde fazia sátiras políticas, o que era o seu forte. Lançou a marcha Seu Condutor ( com Herivelto Martins) , seu maior sucesso carnavalesco. Em 1965 Diesis foi substituído por Homero de Sousa Campos ( Campos Gerais/MG 1930 – Guarulhos/SP 1977) que passou a ser o Ranchinho efetivo.

Dados Artistícos

Em 1928, o trapezista e cantor de tangos Murilo Alvarenga conheceu Diésis dos Anjos Gaia em uma serenata no litoral paulista. Começam a cantar juntos em circos interpretando músicas sertanejas, o que era uma novidade na época. A dupla iniciou-se em 1933, trabalhando no Circo Pinheiro em Santos. Devido às paródias baseadas no governo de Getúlio Vargas, a dupla sofreu algumas perseguições.

Contavam histórias, faziam sketches cômicas e cantavam suas músicas e logo depois eram, muitas vezes, presos. No mesmo ano, apresentaram-se na Companhia Bataclã em São Paulo.

Em 1934, a convite do maestro Breno Rossi começaram a trabalhar na Rádio São Paulo. Em 1935, formam com Silvino Neto o trio Os Mosqueteiros da Garoa, que teve curta duração. Ainda naquele ano, venceram o concurso de músicas carnavalescas de São Paulo com a marcha “Sai feia”, de Alvarenga. Trabalharam no filme “Fazendo fita” de Vittorio Capellaro, a convite do Capitão Furtado. Em 1936, dirigiram-se para o Rio de Janeiro indo se apresentar na Casa de Caboclo.

Começaram a se apresentar na Rádio Tupi no programa “Hora do Guri”. Naquele mesmo ano, gravaram o primeiro disco pela Odeon “Itália e Abissínia”, uma moda de viola com o Capitão Furtado e o cateretê “Liga das Nações”. Em 1936, seguiram para Buenos Aires, onde se apresentaram no Teatro Smart.

Em 1937, já no auge do sucesso, passaram a fazer parte do elenco do Cassino da Urca, onde apresentavam sátiras políticas além de outros gêneros. Em 1938, obtiveram seu maior sucesso carnavalesco com a marcha “Seu condutor”, em parceria com Herivelto Martins. Ainda naquele ano, a dupla separou-se pela primeira vez.

Alvarenga fez gravações com Bentinho e também com o grupo chamado “Alvarenga e sua gente”. A dupla se separaria outras vezes ao longo dos 27 anos de carreira.

Em 1939, a dupla se recompôs gravando novos discos pela Odeon. Ainda no mesmo ano, a dupla foi convidada por Alzira Vargas para apresentar-se para o Presidente Vargas no Palácio do Catete. Getúlio Vargas gostou das músicas da dupla e mandou suspender a perseguição a suas composições políticas.

Também em 1939, excursionaram pelo Rio Grande Sul e passaram a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga. Receberam o título de “Os milionários do riso”, graças aos cada vez mais sucedidos sketches cômicos. Em 1940, gravaram pela Odeon um de seus maiores sucessos, “Romance de uma caveira”, de Alvarenga, Ranchinho e Chiquinho Sales. Em 1946, Alvarenga abriu uma boate em Copacabana, no Posto Seis, ali se apresentando por dois anos. Em 1949, gravaram “Drama da Angélica” intitulada de canto tétrico. Em 1950, fizeram uma excursão de um mês por Portugal apresentando-se no Cassino Estoril em Lisboa. Em 1955, participaram do filme “Carnaval em lá maior”, de Ademar Gonzaga.

Fizeram campanhas políticas para Juscelino Kubitscheck e Ademar de Barros. Fizeram célebres paródias de músicas conhecidas como “Nervos de aço”, de Lupicínio Rodrigues, “Adios muchacho”, de Júlio Sanders e César Vendani, e “Disparada”, de Geraldo Vandré e Téo de Barros.

A partir de 1959, a dupla deixou de trabalhar no rádio passando a trabalhar apenas na televisão. Em 1965, Diésis dos Anjos abandonou a dupla e foi substituído por Homero de Souza, que passou a ser o novo Ranchinho.

A partir dos anos 70 passaram a se apresentar quase exclusivamente no interior do país, até a morte de Alvarenga em 1978.

 

Obra
  • • A arte de namorá
  • • A canção do condutor (Alvarenga e Felisberto Martins)
  • • A filha do motorneiro
  • • A inca do Peru
  • • A marchinha do Pelé
  • • A moda da guerra
  • • A muié e a carne
  • • A mulé e o relógio
  • • A mulher e os Estados
  • • A noite de Natal (Newton Teixeira e Alvarenga)
  • • Abaixa o chope (Alvarenga e Grande Otelo)
  • • ABC do violeiro
  • • Ademar rendeiro (Alvarenga)
  • • Adivinhão
  • • Ai que rico (Alvarenga e Chiquinho Sales)
  • • Anedota de Bocage
  • • Amor gramaticar
  • • Aquela flor
  • • Araguari (Alvarenga e Zequinha Torres)
  • • As mulheres e os escritores
  • • As três festas
  • • Audácia do Bofel (c/ Geraldo Serafim)
  • • Baião de Ingá
  • • Bandeira paulista
  • • Bebê
  • • Bota a cana pra moê
  • • Briga de velhos
  • • Brinco, brinco
  • • Cabocla minha cabocla (Alvarenga)
  • • Cabocla satisfeita (Alvarenga)
  • • Caboclo forgazão
  • • Canção do pescador
  • • Canta sabiá
  • • Casa destelhada
  • • Casa minha gente
  • • Casamenteiro
  • • Casinha de paia
  • • Cavalinho de estimação
  • • Cheiro bom
  • • Chora morena (Rui M. de Carvalho e Alvarenga)
  • • Com mulher quero sossego
  • • Como vai o velho
  • • Conferência sobre o casamento
  • • Conversa das coisas
  • • Coquetel de anúncios (Alvarenga e Paulo Queiroz
  • • Cordão japonês
  • • Corrida dos bichos
  • • Cumpadre como é que tá tú
  • • Dança do chegadinho
  • • Desafio de pergunta (Alvarenga e Chiquinho Sales)
  • • Desafio de valente
  • • Dói, dói (Alvarenga)
  • • Dona feia
  • • É...São Paulo
  • • Essa porca é minha (Alvarenga e Chiquinho Sales)
  • • Eu sou casado em casa (c/ Cadete)
  • • Fado da loucura
  • • Fazenda da saudade
  • • Festa de aniversário
  • • Festa de São João
  • • Fla-Flu
  • • Fogo no canaviar
  • • Garrote Aimoré (Alvarenga e Ariovaldo Pires)
  • • Glu glu glu (Alvarenga e Xerém)
  • • Guaratinguetá
  • • História de um palhaço (Alvarenga)
  • • Homem pesado (Alvarenga e Chiquinho Sales)
  • • Inauguração de bonde
  • • Isabel
  • • Jangadeiro
  • • Japonezinha
  • • Joá (c/ Geraldo Serafim)
  • • Jogo da douradinha
  • • Lá na minha terra
  • • Liga dos bichos (c/ Ariovaldo Pires)
  • • Malvada minha (c/ Laurindo de Almeida)
  • • Manolita
  • • Maria das Dores
  • • Mariazinha (Alvarenga)
  • • Maricota
  • • Marvina
  • • Massaranduva
  • • Mau-olhado
  • • Maus caminhos (c/ Geraldo Serafim)
  • • Meu boi morreu (Alvarenga e Grande Othelo)
  • • Meu macho tordio
  • • Meu perdigueiro
  • • Meu presente
  • • Mexicana
  • • Mister Eco (Bill Putman e Alvarenga
  • • Moda do amor
  • • Moda do casamento (Alvarenga e Chiquinho Sales)
  • • Moda dos dotô (Alvarenga e Chiquinho Sales)
  • • Moda dos livros
  • • Moda dos objetos (c/ Chiquinho Sales)
  • • Moda dos papos
  • • Moda dos provérbios
  • • Moda dos ventos
  • • Morena dengosa
  • • Muié que eu queria
  • • Namoração
  • • Não me conte
  • • O baião encheu
  • • O mundo daqui a cem anos
  • • Oh boy, Oh boy
  • • Olha a cara dele (c/ Zamba)
  • • Olha a chuva (Peterpan e Alvarenga)
  • • Palhaço (c/ Geraldo Serafim)
  • • Parque Santa Terezinha (Alvarenga)
  • • Passarinho voou
  • • Peão apaixonado
  • • Piu...piu (c/ Zózimo Ferreira)
  • • Pra se amá uma muié
  • • Profecia caipira
  • • Pulquinha da vovó (Alvarenga)
  • • Quem será o homem (Alvarenga e Chiquinho Sales)
  • • Rato guloso
  • • Rimando nome
  • • Ritinha da Conceição
  • • Saia comprida (Alvarenga)
  • • Salada política
  • • Sapateia
  • • Sempre no meu coração
  • • Serenata trágica
  • • Seu dotor
  • • Sol de minha vida
  • • Sonhador
  • • Suspira meu coração
  • • Tá ...tá...tá
  • • Tem macuco no imborná (B. Guedes e Alvarenga)
  • • Tempo de eleição
  • • Tenório (Alvarenga)
  • • Torpedeamento
  • • Três a zero (Alvarenga e Paulo Barbosa)
  • • Triste São João (Alvarenga)
  • • Tudo tá subindo
  • • Uma noite na Urca
  • • Valsa das flores
  • • Valsa das palmas
  • • Valsa do assobio
  • • Valsa dos caufatons
  • • Vamos arrastá o pé (Alvarenga e Chiquinho Sales)
  • • Vamos dançar moçada (Zequinha de Abreu e Alvarenga)
  • • Viagem de trem (Alvarenga e Zequinha Torres)
  • • Vila de manda saia
  • • Vila esperança
  • • Viola de pinho
  • • Você enche
  • • Volta (com Geraldo Serafim)
  • • Vou comprar uma casinha
Discografia
  • • (1936) Circuito da Gávea/Liga dos bichos • Victor • 78
  • • (1936) Repartindo um boi/A baixa do café • Odeon • 78
  • • (1936) Você não é o meu tipo/Você não era assim • Odeon • 78
  • • (1936) Lição de geografia/A moda do beijo • Odeon • 78
  • • (1936) Itália e Abissínia/Liga das nações • Odeon • 78
  • • (1937) Seu condutor/Sereia • Odeon • 78
  • • (1937) Calango/Rancho abandonado • Odeon • 78
  • • (1937) Papagaiada/Seu Macário • Odeon • 78
  • • (1937) Moda do solteirão./Desafio • Odeon • 78
  • • (1937) Balão/Roda na fogueira • Odeon • 78
  • • (1937) Caboclo viajado/Adoração • Odeon • 78
  • • (1937) Semana de caboclo/A mulher e o telefone • Victor • 78
  • • (1937) Devo e não nego • Victor • 78
  • • (1937) Italianinha/Violeiro triste • Victor • 78
  • • (1937) Boi amarelinho/Moda dos meses • Victor • 78
  • • (1937) Vida de um condenado/Chalé furtado • Victor • 78
  • • (1938) Bombeiro/Oh! Bela! • Odeon • 78
  • • (1938) Numa noite de luar/Paquetá • Odeon • 78
  • • (1938) Loja americana/Tudo em "p" • Odeon • 78
  • • (1938) Moda da moeda/Moda da carta • Odeon • 78
  • • (1938) Mandamentos de caboclo/Carnaval carioca • Odeon • 78
  • • (1938) Que horas são?/Linda Veneza • Odeon • 78
  • • (1939) Quem quer meu papagaio?/Ferdinando • Odeon • 78
  • • (1939) Musga estrangeira/Nois no Rio • Odeon • 78
  • • (1939) Moda de guerra/Alegria do carreiro • Odeon • 78
  • • (1939) A mulher e o rádio/Casamento de Miquelina • Odeon • 78
  • • (1939) Morena, minha morena/Despertar de minha vida • Odeon • 78
  • • (1939) O divórcio vem aí/Nois e Buenos Aires • Odeon • 78
  • • (1939) Psicologia dos nomes/Caboclo triste • Odeon • 78
  • • (1939) Os presidentes/Chapéu de paia • Odeon • 78
  • • (1939) Saudades de Ouro Preto/Adeus paioça • Odeon • 78
  • • (1939) O mundo é das muié/Superstição • Odeon • 78
  • • (1939) É de colher/Quando a saudade vem • Odeon • 78
  • • (1940) Suzana/Melhorou muito • Odeon • 78
  • • (1940) Moda dos ispique/Lencinho paulista • Odeon • 78
  • • (1940) Bala-lá-i-cá/Dinheiro novo • Odeon • 78
  • • (1940) Quem inventô o trabaio/A muié e o cinema • Odeon • 78
  • • (1940) Brasileiro apaixonado/Leonor • Odeon • 78
  • • (1940) Carta da namorada/Tenderê • Odeon • 78
  • • (1940) Desafio de São João/Tempinho bão • Odeon • 78
  • • (1940) Sindicato das galinhas/Moda dos poetas • Odeon • 78
  • • (1940) Não posso deixar de te amar, oh Guiomar/Arta do algodão • Odeon • 78
  • • (1940) Minas Gerais/Dona felicidade • Odeon • 78
  • • (1940) Seresta/Gaúcho de lei • Odeon • 78
  • • (1940) Romance de uma caveira/Muié pra cada um • Odeon • 78
  • • (1940) Cai fora pato/Intão, inté • Odeon • 78
  • • (1940) Lá vem o trem/Marcha dos bairros • Odeon • 78
  • • (1941) Solta busca-pé/A fogueira tá queimando • Odeon • 78
  • • (1941) Bandeira do Brasil/A mulher e a carta • Odeon • 78
  • • (1941) Moda dos cantores/Minha toada • Odeon • 78
  • • (1941) Tragédia de uma careca/Pega o pitp • Odeon • 78
  • • (1941) Ó que coisa horrível/Caveira • Odeon • 78
  • • (1941) Ó minha mãe/Pode sê ou tá difício? • Odeon • 78
  • • (1973) Os milionários do riso • RCA • LP
  • • (1977) Alvarenga e Ranchinho • EMI/Odeon • LP
  • • (1997) Os milionários do riso • BMG • CD
  • • 1999) Alvarenga e Ranchinho • EMI • CD
Bibliografia

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