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Ataulfo Alves

Ataulfo Alves

Cantor, Compositor Natural de Miraí Nasceu em 2 de maio de 1909 Falecido em 20 de abril de 1969 Gênero musical: Música popular brasileira, Samba‎
Biografia

Ataulfo Alves de Sousa

Filho de Capitão Severino, violeiro e repentista da zona da mata, nasceu na Fazenda Cachoeira em Miraí. Em 1935, por meio de Almirante e Bide fez seu primeiro sucesso Saudade do meu Barracão, gravado por Floriano Belhan. Seu nome cresceu pelas gravações do samba Saudade Dela, 1936 (com Silvio Caldas), e da valsa A Você( com Aldo Cabral), em 1937. Carlos Galhardo foi seu grande divulgador. Teve a música Atire a Primeira Pedra (com Mário Lago) gravada por Orlando Silva. Ataulfo é autor de inúmeros sucessos.

Dados Artistícos

Começou a compor por volta de 1929, quando tinha 19 anos e era diretor de harmonia do bloco “Fale quem quiser”, organizado no bairro do Catumbi. Em 1933, Alcebíades Barcelos, o Bide, depois de ouvir algumas de suas composições, levou-o ao escritório de Mr. Evans, um americano, diretor da RCA Victor. Nessa reunião, Mr. Evans, entusiasmado com o que ouvia, telefonou para uma de suas contratadas, Carmen Miranda, que rapidamente veio ao encontro dos três. Ao ver o compositor, Carmem reconheceu-o de imediato, como o rapaz que trabalhava na farmácia do pai de uma amiga. Surpresa, perguntou: “mas você não é aquele moço lá da farmácia?”. “Perfeitamente” respondeu ele. “Mas você não era compositor!”, exclamou Carmen. “Você também não era cantora!”, disse em resposta. Os dois riram muito e explicaram para Mr. Evans que se conheceram quando ela ainda se chamava Maria do Carmo e ele era apenas um prático de farmácia. Carmem Miranda escolheu e lançou no mesmo ano o samba “Tempo perdido”, e logo em seguida, Almirante, lançou o samba “Sexta-feira”. Passou a ser apadrinhado por Almirante e Bide. Em 1935, alcançou seu primeiro sucesso com o samba “Saudades do meu barracão”, gravado por Floriano Belham pela  RCA Victor.  Em dezembro desse mesmo ano, o Bando da Lua gravou sua marcha “Menina que pinta o sete”, em parceria com Roberto Martins.

Começou a ganhar dinheiro desde o seu primeiro sucesso. “Naquela época um disco fazia sucesso quando vendia mil ou mais de mil cópias. Os outros compositores ganhavam $100 (cem réis) por face, mas eu, não sei porque, já comecei ganhando $200 (duzentos réis)”. Foi ganhando fama. Em 1936, Sílvio Caldas gravou o samba “Saudade dela”, pela  Odeon e Carlos Galhardo pela Victor, os sambas “Você não sabe, amor”, parceria com Alcebíades Barcelos e “Tenho prazer” e “Não posso crer”.

Em 1937, Carlos Galhardo, que seria seu maior lançador de músicas nos anos seguintes, gravou pela Odeon, a valsa “A você”, parceria com Aldo Cabral, e o samba-canção “Quanta tristeza”, parceria com André Filho. No mesmo ano, Orlando Silva gravou os sambas  “Mulher fingida”, parceria com Bide, “Boêmio”, com J. Pereira, e “Rainha da beleza”, com Jorge Faraj. Em 1938, Odete Amaral lançou pela Victor, os sambas “Ironia” e “Não mando em mim”, parcerias com Bide e Orlando Silva gravou os samba “Errei, erramos” e “Meu pranto, ninguém vê”, parceria com José Gonçalves.

Passou a compor com outros parceiros além de Bide: Claudionor Cruz, João Bastos Filho, Wilson Batista e J. Pereira. Em 1939, Carlos Galhardo lançou o samba “Você me deixou”, parceria com Armando Marçal, Sílvio Caldas, o samba “Já sei sorrir”, parceria com Claudionor Cruz, e Ciro Monteiro, o samba “Mania da falecida”, parceria com Wilson Batista. No mesmo ano, Aurora Miranda gravou, de sua parceria com Roberto Martins, o samba-choro “Teus olhos”, e a marcha “Eu conheço você…”, e Cyro Monteiro, o samba “Oh! Seu Oscar”, parceria com Wilson Batista, com o qual o compositor venceu o concurso de carnaval do ano seguinte. O nome “Oscar” era usado como gíria pelo pessoal que freqüentava o famoso Café Nice como sinônimo de sujeito tolo, ingênuo, paspalho.

Em 1940, Odete Amaral lançou o samba “Mulher de seu Oscar”, também parceria com Wilson Batista, e Cyro Monteiro, o samba “Sim, sou eu”, ambos pela Victor. No final do mesmo ano, Cyro Monteiro lançou o samba “O bonde de São Januário” com o qual venceu o concurso do carnaval do ano seguinte. “O bonde de São Januário” é um dos primeiros sambas que adotaram o tema de exaltação ao trabalho e condenação da malandragem sugeridos pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda, da ditadura Vargas), que na época preocupava-se com a grande quantidade de sambas fazendo apologia à vadiagem. O samba acabou inspirando uma famosa paródia (que pode ter sido do próprio Wilson Batista, um flamenguista doente) que dizia: “O bonde de São Januário/ leva um português otário/ pra ver o Vasco apanhar…”.

Em 1941, fez sua primeira gravação como intérprete, lançando seus sambas “Leva, meu samba…” e “Alegria na casa de pobre”, esse em parceria com Abel Neto. No mesmo ano, Aracy de Almeida lançou o samba “Eu não sou daqui”, e Cyro Monteiro o samba “Você é o meu xodó”, parcerias com Wilson Batista. Em 1942, teve outras de suas parcerias com Wilson Batista lançadas, os sambas “Faz um homem enlouquecer”, por Cyro Monteiro, e “Terra boa”, por Orlando Silva. Nesse mesmo ano, estava em situação financeira difícil e, depois de oferecer inutilmente um novo samba a vários intérpretes da época, resolveu ele mesmo lançar, com o acompanhamento do seu grupo Academia do Samba e a introdução do bandolim de Jacob Bittencourt, o samba “Ai que saudades da Amélia”, em parceria com Mário Lago. O samba foi sucesso no carnaval. Inspirado na lavadeira Amélia, que trabalhava para Aracy de Almeida e que, segundo o baterista e irmão da cantora, Almeidinha, “…lavava, cozinhava, passava, e o dinheiro que ela ganhava a gente bebia. Aquilo é que era mulher…”. Ao compor a melodia para a letra de Mário Lago, modificou tanto os versos que o parceiro se mostrou descontente com o resultado. O desentendimento durou pouco, e, em 1944, os dois compuseram outro sucesso, “Atire a primeira pedra”, gravado nesse mesmo ano por Orlando Silva na Odeon com tanto sucesso que foi o responsável pela única ocasião em que Mário Lago viu o parceiro de pileque no Café Nice dizendo: “Parceiro, estamos outra vez na boca do povo…”.

Em 1943, compôs com Jorge de Castro o samba “Eu não sabia”, lançado pelos Anjos do Inferno, e “Inimigo do samba”, gravada por Orlando Silva. No mesmo ano, lançou com Sua Academia de Samba “Foi covardia”, de sua autoria e “A nova aurora raiou”, de Cristóvão de Alencar e Paulo Pinheiro. Em 1944, decidido a lançar suas próprias músicas, organizou o conjunto chamado “Ataulfo Alves e suas pastoras” por sugestão de Pedro Caetano. O grupo era formado por Olga, Marilu e Alda e lançou no mesmo ano, de sua autoria, os sambas “Escravo da saudade”, “Laura” e “Não irei lhe buscar” e em parceria com Odilon Noronha, a batucada “Meu protetor”. No ano seguinte, Orlando Silva gravou “Antes só que mal acompanhado”, samba composto em parceria com Benedito Lacerda. Com Suas Pastoras, lançou, entre outras, a canção “Fogueira do coração”, parceria com Torres Homem, e o samba “Mártir do amor”, com David Nasser. No mesmo ano, passou a gravar com Suas Pastoras na Victor, onde estreou com os sambas “Boêmio”, parceria com J. Pereira e “O negro e o café”, parceria com Orestes Barbosa.

Em 1946, gravou com Suas Pastoras os sambas “Nunca mais”, de Nelson Lucena e Sebastião Cirino, “Boêmio sofre mais”, de sua parceria com Floriano Belham, e “Para que mais felicidade”, outra parceria com Mário Lago. Em 1947 lançou com Suas Pastoras, de Sebastião Cirino e J. Portela, o samba “Audiência ao prefeito”, e de sua autoria, o samba “Sonhei com ela”. No mesmo ano, lançou com Suas Pastoras seu samba “Infidelidade”, com Américo Seixas, que também foi gravado pelo cantor Déo na Continental no ano seguinte.

Em 1948 gravou com Seu Estado Maior a marcha “Boca de fogo”, parceria com José Batista e o samba “O castigo que te dei”, parceria com Geraldo Queiroz. No ano seguinte gravou os sambas “Vida da minha vida”, de sua autoria, e “Banco de réu”, de Djalma Mafra. A década de 1950 foi marcada por composições cuja temática era a fossa, a “dor-de-cotovelo”. Sua música encaixava-se dentro desse espírito. “Nas viagens que faço pelo Brasil, ouvindo cantigas da roça, às vezes ouço alguma que de certo jeito parece com um samba meu; acho que guardei na memória, sem saber, muita toada da roça e isso tem influência no meu samba; é por isso que ele é assim triste”, dizia ele.

Em 1950, Dalva de Oliveira gravou com sucesso o samba “Errei sim”, que participou literariamente da polêmica Dalva versus Herivelto. Em 1953, gravou com Linda Batista o samba “Balança, mas não cai”, de sua autoria. No mesmo ano, Dalva de Oliveira gravou o samba “Fim de comédia”, também inserida, embora tardiamente, na polêmica pública motivada pelo desquite de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins. Em 1954, participou do show “O samba nasce do coração”, realizado na Boate Casablanca, Urca, bairro do Rio de Janeiro. O show foi realizado com a preocupação de revitalizar o samba, desbancado pela invasão da música estrangeira. Nesse espetáculo, lançou um de seus maiores sucessos, “Pois é”, que motivou o pintor José Pancetti a pintar um quadro inspirado no samba. O pintor ofereceu a obra ao autor que, em gratidão, compôs “Lagoa serena”, com J. Batista. Pancetti, comovido, pintou então um quadro com esse título, comunicando por carta que a tela por direito e justiça pertencia também ao sambista . Foi o início de uma grande amizade. Ainda em 1954, gravou pela Copacabana os sambas “É hoje”, parceria com Valdemar de Abreu e “Doeu”, de Ricardo Galeno.

Em 1955, gravou com Suas Pastoras o samba “Pois é”, pela Sinter, em LP que recebeu o seguinte título: “Ataulfo Alves, suas pastoras e seus sucessos” e que incluiu ainda os sambas “Ai que saudades da Amélia” e “Atire a primeira pedra”, com Mário Lago, “Vida de minha vida”, “Pai Joaquim de Angola”, e “Leva meu samba”, de sua autoria, “Infidelidade”, com Américo Seixas, e “Vai na paz de Deus”, com Antônio Domingues. Também do mesmo ano foi o LP “Ataulfo Alves e suas Pastoras”, também da Sinter incluindo oito sambas, três apenas de sua autoria: “Você não quer nem eu”, “Rainha do samba”, e “Sai do meu caminho”, além de “Se a saudade me apertar”, com Jorge de Castro, “É hoje”, com Dunga, “Endereço”, com Mário Lago, “Castelo de Mangueira”, com Roberto Martins, e “Fala mulato”, com Alcebíades Nogueira. Nesse ano, seu samba “É hoje” foi escolhido por um júri reunido no Teatro João Caetano como um dos dez mais populares do carnaval daquele ano. Ainda em 1955, foi escolhida pelo crítico Silvio Túlio Cardoso através da coluna “Discos populares” escrita por ele para o jornal O Globo como o “melhor compositor do ano” recebendo como prêmio um “disco de ouro” entregue em cerimônia no Goldem Room do Copacabana Palace. Ainda em 1955, seu samba “Se a saudade me apertar”, com Jorge de Castro, foi escolhido pela Comissão Julgadora do Departamento de Turismo e Certames da Prefeitura do Distrito Federal, em concurso organizado pelo Sindicato dos Compositores e, realizado no Teatro João Caetano, como a “Melhor Melodia”. Em 1956, gravou com Suas Pastoras dois sambas de sucesso, ambos de sua autoria, “Atire a primeira pedra” e “Leva meu samba”. Na Sinter, lançou ainda em 1956, mais dois LPs. O primeiro foi “8 sucessos de Ataulfo Alves e Suas Pastoras, sendo sete apenas de sua autoria: “Saudade do meu barracão”, “Mulata assanhada”, “Um retrato de Minas”, “Meus tempos de criança”, “Saudade dela”, ” Quem me deve me paga”, e “O mais triste dos mortais”, além de “Sei que é covardia”, com Claudionor Cruz. Nesse disco destacou-se o nostálgico samba “Meus tempos  de criança”, com lembranças de sua infância feliz em Miraí. O outro LP lançado no mesmo ano pela Sinter se chamou “Ouvindo Ataulfo Alves e Suas Pastoras” incluindo sambas de sua autoria solo como “Nego tá se acabando”, “Samba de Bangú”, e ” Vento que venta lá”, mais três em parcerias diversas: “Lagoa serena”, com José Batista, “Pela luz divina”, com Mário Travassos, e “Meu lamento”, com Jacob do Bandolim, além de “Eu e o meu amor”, de Vinicius de Moraes, e “Melodia de morro”, de Luis de França e Nelson Bastos.  Em 1957, voltou às paradas de sucesso com o samba “Vai, vai mesmo”, que se tornou um dos sambas mais cantados do carnaval de 1958 e uma das raras músicas carnavalescas de Nora Ney.  Ainda em 1957, compôs com Claudionor Cruz o samba “Sei que é covardia”. Também no mesmo ano, participou com suas pastoras do programa “Clube do samba” na Rádio Nacional. Na ocasião, a coluna “Nós, os ouvintes” do jornal O Globo sobre rádio e TV assim comentou essa participação: “De Ataulfo ouvimos, além de “Mulata assanhada”, que é dos melhores sambas do carnaval do corrente ano, um outro samba que diz “Adeus Grajaú, vou sambar lá em Bangu”. Também em 1957, foi lançado pela Sinter o LP “Ataulfo Alves e Suas Pastoras no Clube do Samba” que trazia oito sambas apenas de sua autoria, “Caminhando”, “Saudade da mulata”, “Maria da Conceição”, “Rainha do mar”, “Devagar morena”, “Brado de alertar”, “Quando eu morrer” e “Bem que me diziam”, além de “Mentira pura”, com Jair Silva, “Lar antigo”, com Conde, “Martir no amor”, com David Nasser, e “Não choro mais”, com Vargas Jr. Em 1958, gravou na Odeon os sambas ” Vai, mas vai mesmo”, de sua autoria e “Chorei, penei”, de Agenor Lourenço e Geraldo Barbosa. Em 1959, também pela Odeon lançou o LP “Ataulfo Alves e Suas Pastoras” com os sambas “Mensageiro da dor”, “De janeiro a janeiro”, “Mais um samba popular”, “Jubileu”, “Intriga”, e “Bom crioulo”, todos de sua autoria, além de “Sei que é covardia”, com Claudionor Cruz, “Meu pranto ninguém vê”, com Zé da Zilda, os clássicos “Bonde de São Januário” e “Ó Seu Oscar”, com Wilson Batista, “Geme negro”, com Sinval Silva, e “Casa 33”, de Adelino Alves e Vargas Jr. Em 1961, participou da caravana organizada por Humberto Teixeira para divulgar a música brasileira na Europa. “Numa boate em Estocolmo entrei em cena sozinho, como estava ensaiado. Antes que começasse a falar, algumas vozes começaram a cantar: “nunca vi fazer tanta exigência…”. Senti um nó na garganta, sem saber o que fazer. Aí lembrei-me do Chico Alves, que me dizia que nessas horas era bom se contrair todo e fazer figa. Assim que pude, peguei o violão e comecei a cantar “Amélia”, com todos me acompanhando. Quando saí do palco, chorei de emoção”. Na volta da excursão, fundou sua própria editora, a ATA (Ataulfo Alves Edições), passando a editar suas próprias composições. Nessa época, resolveu passar a se apresentar sozinho, sem suas pastoras (cuja formação então era Nadir, Antonina, Geralda e Geraldina). Ainda em 1961, foi lançado pela gravadora Copacabana o LP “É bossa mesmo” que incluiu antigos sucessos e novas composições. Estão presentes nesse disco os sambas “Meus tempos de criança”, “Mais amor para você”, “Desafôro eu não carrego”, “Quem quiser que se aborreça”, “Vai mas vai mesmo”, “Malvada”, “É verdade”, “Você nasceu para o mal”, “O ódio não destrói o ódio”, e “Vida da minha vida”, todas de sua autoria, além de “Até breve”, com Cristóvão de Alencar, “Vestiu saia tá pra mim”, com José Batista. Em 1962, gravou “Na cadência do samba”, com Paulo Gesta, outro grande sucesso. Esse samba saiu no LP “Meu samba… Minha vida” lançado pela gravadora Philips e que incluiu ainda as composições “Dá licença”, “Vai mas vai mesmo”, “Se você não vai eu vou”, “O que que há”, “Corda e caçamba”, “Leva meu samba”, “Não tenho pressa”, “E o Duque não morreu”, “Reta final”, e “Minha infância”, de sua autoria, e “Se a saudade me apertar”, com J. de Castro, além dos clássicos sambas “Ai que saudades da Amélia”, e “Atire a primeira pedra”, com Mário Lago. Em 1964, lançou pela Philips o LP “Na ginga do samba” no qual além da música título incluiu também de sua autoria os sambas ” Macumbê macumbá”, “Livro aberto”, “O seu pranto”, “É mentira”, “Meus tempos de criança”, “Minha infância”, “Como a vida me bate”, “As árvores morrem de pé”, “O mundo está errado”, e “Protesto”, além de “Fênix”, com Aldo Cabral, “Se eu fosse pintor”, com Wilson Batista, e “Casa 33”, de Adelino Alves e Vargas Jr. Nesse ano, depois de realizar temporada de shows no Top Club, no Rio de Janeiro, sentiu-se mal de sua úlcera no duodeno. Em 1965, durante show na Boate Casablanca, decidiu passar para o filho Ataulfo Júnior o título de “General do Samba” e seu simbólico lenço branco. Em 1966, viajou para a África a fim de representar o Brasil no 1º Festival Internacional de Arte Negra, em Dakar, no Senegal. Prestou, nesse ano, um histórico depoimento para o Museu da Imagem e do Som – MIS, do qual resultou um LP biográfico, editado pelo museu, em 1969, logo depois de sua morte. No depoimento, coordenado pessoalmente pelo diretor do MIS, R. C. Albin, o compositor apresentava dois sambas ainda inéditos: “Laranja madura”, que logo se tornaria sucesso e “Nem que chova canivete”.

Em 1967, voltou a aparecer com várias gravações do samba “Laranja madura”. Nesse ano, gravou pela Polydor o LP “Eternamente samba” interpretando os sambas “Polêmica Ataulfo Alves X Carmen Costa”, que contou com a participação da cantora Carmen Costa cantando com ele “Pois é”, “Sai do meu caminho”, “Duro com duro”, “O vento que venta lá” e “Na ginga do samba”, todos de sua atoria, “A morena sou eu”, de Mirabeau e Milton de Oliveira, e “Conte o caso direito”, de Valdemir e Nilton Carudo. Nas outras faixas do disco interpretou sozinho os sambas “Vassalo do samba”, “Gente bem” e “Laranja madura”, de sua autoria; “Quantos projetos”, com Antônio Domingues; “Madame Fulano de Tal”, de Cyro Monteiro e Dias da Cruz; “Caco velho”, de Ary Barroso, e “Favela”, de Hekel Tavares e Joraci Camargo, além dos sambas “Lenço branco”, de Adelino Alves e Vargas Jr. e “Destino da madeira”, de sua autoria,  que foram interpretados por seu filho Ataulfo Júnior. O mesmo MIS, aliás, editaria, também em 1969,mais uma homenagem a Mestre Ataulfo, o LP gravado ao vivo na Boate Drink, em que Helena de Lima, Adeílton Alves e Luperce Miranda registraram mais de 40 composições do sambista, disco idealizado por R. C. Albin e produzido por Ary Vasconcelos.

A década de 1960 trouxe o impacto do iê-iê-iê e da bossa nova. Gostava dos novos movimentos, assim como os jovens gostavam de sua música. O próprio Rei do iê-iê-iê, Roberto Carlos, gravou na época “Ai que saudades da Amélia”. Antes de falecer, compôs ainda, com Carlos Imperial, os sambas “Você passa eu acho graça”, “Você não é como as flores” e sua última música, “Mandinga”, concluída pelo parceiro e gravada por Clara Nunes, pela Odeon. Seu parceiro, Mário Lago, declarou certa vez: “O samba de Ataulfo tem um negócio qualquer. Parece mineiro andando no meio da estrada, meio fingindo que não quer ir, e indo. Tem um balancinho gozado, diferente, como mineiro na estrada”.

Em depoimento a Rádio Eldorado, no final da década de 1980, Chico Buarque diria que seu samba “Quem te viu, quem te vê” fora influenciado pelo ritmo de Ataulfo Alves. A Som Livre, também ao final da década de1980, começo de 1990, lhe dedicou todo um LP cantado por grandes intérpretes de então.

Em 1995, comprovando a perenidade da obra do sambista mineiro,  o cantor e compositor paranaense Itamar Assumpção gravou o CD “Ataulfo Alves por Itamar Assumpção – pra sempre agora”. Em 1999, por ocasião dos 90 anos de seu nascimento, foi homenageado com uma série de quatro shows realizados no Centro Cultural Banco do Brasil. Dividido em quatro sessões temáticas: “Meus tempos de criança”, “Ataulfo, um Rei dos carnavais”, “Meu drama” e “Na cadência do samba”. O primeiro show, “Meus tempos de criança”, foi com Ataulfo Alves Júnior e Áurea Martins e contou com instrumental de Marcello Gonçalves, Henrique Cazes, Beto Cazes e Paulino Dias. Já “Ataulfo, um Rei dos carnavais”, contou com Monarco e o grupo vocal As Gatas, com o mesmos quatro  acompanhantes do show anterior. O terceiro show, “Meu drama”, foi cantado por Zezé Gonzaga e José Luiz Mazziotti, com acompanhamento de Itamar Assiere, Omar Cavalheiro e Oscar Bolão. O quarto show, “Na cadência do samba”, contou com Elza Soares e Roberto Silva acompanhados por Marcello Gonçalves, Haroldo Cazes, Oscar Bolão e Humberto Araújo. Em 2003, teve o samba “Você passa eu acho graça” regravado por Martinho da Vila. Em 2009, foi homenageado pela Academia Brasileira de Letras no projeto “MPB na ABL” apresentado no Teatro R. Magalhães Jr., daquela entidade, com o show “Ai, que saudades de Ataulfo” apresentado por seu filho Ataulfo Alves Jr.

Em 2011, foi lançado pelo selo Discobertas em convênio com o ICCA – Instituto Cultural Cravo Albin a caixa “100 anos de música popular brasileira” com a reedição em 4 CDs duplos dos oito LPs lançados com as gravações dos programas realizados pelo radialista e produtor Ricardo Cravo Albin na Rádio MEC em 1974 e 1975. No volume 3 estão incluídos seus sambas “Atire a primeira pedra”, com Mário Lago, e “Leva meu samba” na interpretação de Zezé Gonzaga e As Gatas; “Ai que saudades da Amélia”, com Mário Lago, e “Oh, Seu Oscar” e “O bonde de São Januário”, com Wilson Batista, na interpretação de Gilberto Milfont e As Gatas. No mesmo ano, foi lançado pelo selo Revivendo o primeiro de uma série de cinco CDs com gravações do cantor e compositor, incluindo obras próprias e de autores como Ary Barroso, Noel Rosa, Cyro Monteiro e Vinícius de Moraes. Fazem parte do primeiro volume as músicas “Cabe na palma da mão”, “Saudade da saudade”, e “O homem e o cão”, as três com Vargas JR; “Você passa e eu acho graça”, com Carlos Imperial; “O requebrado da mulata”; “Miraí”; “Nem que chova canivete”; “Caminhando”; “Gente bem também samba”; “Bom crioulo”; “Pago pra ver”; “Vestido de noiva”; “Não posso acreditar”; “Me queira agora”; “Mentira do povo”; “Vai Madalena”; “Deixa o toró desabar” e “Você não é como as flores”, todas de sua autoria, além de “Favela”, de Hekel Tavares e Joracy Camargo, e “Quando o samba acabou”, de Noel Rosa. Em 2015, foi homenageado no espetáculo “Ataulfo Alves – O Bom Crioulo”, de Enéas Carlos Pereira e Edu Salemi, com direção geral de Luiz Antonio Pilar, e direção musical de Alexandre Elias, e com o ator Wladimir Pinheiro no papel do cantor e compositor. Neste espetáculo, que cantou e contou a vida de um dos maiores compositores do Brasil, foram interpretadas 21 composições suas, entre as quais, “Bom Crioulo”, “Miraí”, “Meus Tempos de Criança”, “Mulata Assanhada”, “Malvada”, “Pois é”, e “Laranja Madura”, todas apenas de sua autoria, além de “Oh, Seu Oscar” e “O Bonde de São Januário”, com Wilson Batista, e “Ai que saudades da Amélia” e “Atire a Primeira Pedra”, com Mário Lago, além de seu último sucesso “Você passa eu acho graça”, com Carlos Imperial

 

 

Obra
  • • A cara me cai (c/ Alberto Jesus)
  • • A carta
  • • A mulher dos sonhos meus (c/ Orlando Monello)
  • • A mulher fez o homem (c/ Roberto Martins)
  • • A pedida é essa
  • • A você (c/ Aldo Cabral)
  • • Aconteça o que acontecer (c/ Felisberto Martins)
  • • Ago-iê
  • • Agradeça a sua amiga
  • • Agradeço a Deus
  • • Ai amor
  • • Ai, ai, meu Deus (c/ Wilson Batista)
  • • Ai, Aurora
  • • Ai, que dor
  • • Ai, que saudades de Amélia (c/ Mário Lago)
  • • Ainda sei perdoar
  • • Alegria na casa de pobre (c/ Abel Neto)
  • • Alma perdida (c/ Elpídio Viana)
  • • Amor de outono (c/ Artur Vargas Júnior
  • • Amor é mais amor... depois da separação
  • • Amor-perfeito (c/ Wilson Batista)
  • • Ana (c/ Orlando Monelo e Antônio Elias)
  • • Antes só do que mal acompanhado (c/ Benedito Lacerda)
  • • Aproveita a mocidade
  • • Arrasta o pé moçada (c/ Maria Elisa)
  • • As árvores morrem de pé
  • • Assunto velho (c/ Wilson Falcão)
  • • Até breve (c/ Cristóvão de Alencar
  • • Até ela
  • • Até Jesus (c/ Wilson Batista)
  • • Atire a primeira pedra (c/ Mário Lago)
  • • Atraso de vida
  • • Balança mas não cai
  • • Batuca no chão (c/ Assis Valente)
  • • Bem que me dizem
  • • Boca de fogo (c/J. Batista)
  • • Boêmio (c/ J. Pereira)
  • • Boêmio sofre mais (c/ Floriano Belham)
  • • Brado de alerta
  • • Cabe na palma da mão (c/ Artur Vargas Júnior)
  • • Cadê Dalila
  • • Calado venci (c/ Herivelto Martins)
  • • Caminhando
  • • Canção do nosso amor
  • • Cansei
  • • Capacho (c/ Mário Lago)
  • • Capital de Noel
  • • Castelo de Mangueira (c/ Roberto Martins)
  • • Cheque ao portador (c/ J. Barcelos)
  • • Chorar pra quê? (c/ Alcides Gonçalves)
  • • Choro (c/ Roberto Martins)
  • • Colombina do amor (c/ Alberto Ribeiro)
  • • Com o pensamento em ti (c/ Ari Monteiro)
  • • Como a vida me bate
  • • Como é seu nome? (c/ Marino Quintanilha)
  • • Conceição (c/ Ari Monteiro)
  • • Continua (c/ Marino Pinto)
  • • Covardia (c/ Mário Lago)
  • • Cuidado com essa mulher (c/ Antônio Almeida)
  • • De janeiro a janeiro
  • • De onde veio a Eva? (c/ Rogério Nascimento)
  • • Deixa essa mulher pra lá
  • • Deixa o toró desabar
  • • Desaforo eu não carrego
  • • Desta vez não (c/ Alcides Gonçalves)
  • • Devagar, morena
  • • Dia final
  • • Diga-me com quem andas
  • • Dilema (c/ Aldo Cabral)
  • • Dinheiro pra festa (c/ Marino Quintanilha)
  • • Diz o teu nome (c/ José Gonçalves)
  • • Dizem
  • • Dulcinéia (c/ Antônio Almeida)
  • • É hoje (c/ Dunga)
  • • É negócio casar (c/ Felisberto Martins)
  • • É um quê que a gente tem (c/ Torres Homem)
  • • É verdade
  • • É você (c/ Aldo Cabral)
  • • Ela é boa mas é minha (c/ Roberto Roberti e Arlindo Marques Júnior)
  • • Ela não quis
  • • Ela, sempre ela (c/ César Brasil)
  • • Endereço (c/ Mário Lago)
  • • Errei (c/ Claudionor Cruz)
  • • Errei, erramos
  • • Errei, sim
  • • Escravo da saudade
  • • Está tudo errado (Voltei ao que era)
  • • Eu conheço você (c/ Roberto Martins)
  • • Eu não sabia (c/ Jorge de Castro)
  • • Eu não sei (c/ Sílvio Caldas
  • • Eu não sei por que é (c/ Zé Pretinho)
  • • Eu não sou daqui (c/ Wilson Batista)
  • • Eu que não quero
  • • Eu sou de Niterói (c/ Wilson Batista)
  • • Eu também sou general
  • • Exaltação a cor (c/ J. Audi)
  • • Fala, mulato (c/ Alcibíades Nogueira)
  • • Fala, Pedro
  • • Falei demais (Errei) (c/ Claudionor Cruz)
  • • Falem mal, mas falem de mim (c/ Marino Pinto)
  • • Faz um homem enlouquecer (c/ Wilson Batista)
  • • Félix (c/ Aldo Cabral)
  • • Fidalgo
  • • Fim de comédia
  • • Fogueira do coração (c/ Torres Homem)
  • • Foi covardia
  • • Foi você (c/ Roberto Martins)
  • • Gastei tudo num dia (c/ Jorge Murad)
  • • Geme, negro (c/ Synval Silva)
  • • Gente
  • • Gente bem também samba
  • • Guarda essa arma (c/ Roberto Martins)
  • • Hei de me vingar (c/ Osvaldo Guedes)
  • • Herança do desgosto
  • • Índia do Brasil (c/ Aldo Cabral)
  • • Infidelidade (c/ Américo Seixas)
  • • Inimigo do samba (c/ Jorge de Castro)
  • • Intriga
  • • Irajá
  • • Ironia (c/ Bide e Mário Nielsen)
  • • Isto é que nós queremos
  • • Já sei sorrir (c/ Claudionor Cruz)
  • • João pouca roupa (c/ Arlindo Marques Júnior, Roberto Roberti, Haroldo Lobo e Nássara)
  • • Jubileu
  • • Juvenal
  • • Lá na quebrada do monte (c/ Felisberto Martins)
  • • Lagoa serena (c/ J. Batista)
  • • Lar antigo (c/ Conde)
  • • Laranja madura
  • • Larga meu pé
  • • Laura
  • • Lenço branco
  • • Leonor (c/ Djalma Mafra)
  • • Leva meu samba...
  • • Lírios do campo (c/ Peterpan)
  • • Livro aberto
  • • Macumbê-macumba
  • • Madalena (c/ Adeilton Alves de Sousa)
  • • Madame Garnizé (c/ Américo Seixas)
  • • Mais amor pra você
  • • Mal de raiz (c/ Américo Seixas)
  • • Mal-agradecida (c/ Jardel Noronha)
  • • Malvada
  • • Mamãe Eva
  • • Mandinga (c/ Carlos Imperial)
  • • Maneiroso
  • • Mania da falecida (c/ Wilson Batista)
  • • Marcha da noiva (c/ Aldo Cabral)
  • • Marcha pro Oriente (c/ Lamartine Babo)
  • • Maria da Conceição
  • • Maria Nazaré (c/ José Inácio de Castro)
  • • Mártir no amor (c/ David Nasser)
  • • Mas que prazer (c/ Felisberto Martins)
  • • Me dá meu chapéu
  • • Me dá meu paletó (c/ José Bispo dos Santos)
  • • Me deixa sambar (c/ Nelson Trigueiro)
  • • Me queira agora
  • • Menina que pinta o sete (c/ Roberto Martins)
  • • Mensageiro da dor
  • • Mensageiro da saudade (c/ J. Batista)
  • • Mentira do povo (c/ Elpídio Viana)
  • • Mentira pura
  • • Mentira só
  • • Meu drama
  • • Meu lamento (c/ Jacob do Bandolim)
  • • Meu papel (c/ Osvaldo França)
  • • Meu pranto ninguém vê (c/ José Gonçalves)
  • • Meu protetor (c/ Odilon Noronha)
  • • Meus tempos de criança
  • • Mil corações (c/ Jorge Faraj)
  • • Minha infância
  • • Minha mãezinha
  • • Minha sombra (c/ David Nasser)
  • • Minhas lágrimas (c/ Conde)
  • • Miraí
  • • Morena faceira
  • • Mulata assanhada
  • • Mulher do seu Oscar (c/ Wilson Batista)
  • • Mulher fingida (c/ Bide)
  • • Mulher, toma juízo (c/ Roberto Cunha)
  • • Na cadência do samba (c/ Paulo Gesta)
  • • Na ginga do samba
  • • Na hora da partida (c/ Alberto Montalvão)
  • • Não amou, não sofreu, não viveu (c/ Luís Bandeira)
  • • Não irei lhe buscar
  • • Não mando em mim (c/ Bide)
  • • Não posso acreditar
  • • Não posso crer
  • • Não posso resistir
  • • Não quero opinião de mullher (c/ Newton Teixeira)
  • • Não sei dar adeus (c/ Wilson Batista)
  • • Não tenho pressa
  • • Não vai, Zezé
  • • Não volto mais (c/ Bide)
  • • Nego tá se acabando (c/ Vitor Bacelar)
  • • Nem que chova canivete
  • • Nessa rua (c/ J. Pereira)
  • • No apartamento discreto (c/ Arlindo Marques Júnior)
  • • No meu sertão
  • • Nós das Américas
  • • Noutros tempos era eu
  • • Nunca mais
  • • O bonde de São Januário (c/Wilson Batista)
  • • O castigo que te dei (c/ Geraldo Queirós)
  • • O Catete vai passar
  • • O coração não envelheceu
  • • O homem e o cão (c/ Artur Vargas Júnior)
  • • O mais triste dos mortais
  • • O mundo está errado
  • • O negro e o café (c/ Orestes Barbosa)
  • • O ódio não destrói o ódio
  • • O pavio da verdade (c/ Américo Seixas)
  • • O prazer é todo meu (c/ Claudionor Cruz)
  • • O que é que eu vou dizer em casa? (c/ Miguel Gustavo)
  • • O que que há
  • • O teu pranto é mentira
  • • O vento que venta lá
  • • Oh!, seu Oscar (c/ Wilson Batista)
  • • Olha a saúde, rapaz (c/ Roberto Roberti)
  • • Ordem do rei
  • • Pago pra ver
  • • Pai Joaquim de Angola
  • • Palavra do rei
  • • Papai não vai (c/ Wilson Batista)
  • • Papai Noel (c/ Bide)
  • • Pela luz divina (c/ Mário Travassos)
  • • Pelo amor de Deus (c/ Luís de França)
  • • Pelo amor que eu tenho a ela (c/ Antônio Almeida)
  • • Perdi a confiança (c/ Rubens Soares)
  • • Pico a mula (c/ José Batista)
  • • Pois é...
  • • Por amor ao meu amor
  • • Positivamente não (c/ Marino Pinto)
  • • Pra esquecer uma mulher (c/ Claudionor Cruz)
  • • Pra que mais felicidade (c/ Mário Lago)
  • • Primeiro de maio
  • • Primeiro nós (c/ Peterpan)
  • • Protesto
  • • Quando dei adeus (c/ Wilson Batista)
  • • Quando eu morrer
  • • Quanta tristeza (c/ André Filho)
  • • Quantos projetos (c/ Antônio Domingues
  • • Quem bate? (c/ Max Bulhões)
  • • Quem é que não sente? (c/ Afonso Teixeira)
  • • Quem é você (c/ Dunga)
  • • Quem mandou Iaiá (c/ Roberto Martins)
  • • Quem mandou você errar (c/ Augusto Garcez)
  • • Quem me deve me paga
  • • Quem não quer sou eu (c/ Edvaldo Vieira)
  • • Quem quiser que se aborreça
  • • Quero o meu pandeiro (c/ Mário Lago)
  • • Quinta raça (c/ Antônio Domingues)
  • • Rabo-de-saia (c/ Jorge de Castro)
  • • Rainha da beleza (c/ Jorge Faraj)
  • • Rainha do mar
  • • Rainha do samba
  • • Receita (c/ João Bastos Filho)
  • • Rei vagabundo (c/ Roberto Martins)
  • • Reminiscências
  • • Represália
  • • Requebrado da mulata
  • • Retrato do Rio
  • • Réu confesso
  • • Rio, cidade bendita (c/ Francisco Caldas)
  • • Sai do meu caminho
  • • Salve a Bahia (c/ Nelson Trigueiro)
  • • Salve ela (c/ Alberto Ribeiro)
  • • Samba de Bangu
  • • Samba em Brasília
  • • Samba, Brasil (c/ Aldo Cabral)
  • • Sambou de pé no chão (c/ Augusto Garcez)
  • • Santos Dumont (c/ Aldo Cabral)
  • • Saudade da saudade
  • • Saudade dela
  • • Saudades da mulata
  • • Saudades do meu barracão
  • • Se a saudade me apertar (c/ Jorge de Castro)
  • • Se eu fosse pintor (c/ Wilson Batista)
  • • Sei que é covardia mas... (c/ Claudionor Cruz)
  • • Semeia mas não cresce
  • • Será... (c/ Wilson Batista)
  • • Seresta
  • • Sexta-feira
  • • Sim, foi ela (c/ Darci de Oliveira)
  • Sim, sou eu
  • • Sim, voltei
  • • Sinhá Maria Rosa (c/ Roberto Martins)
  • • Sinto-me bem
  • • Só me falta uma mulher (c/ Felisberto Martins
  • • Solidão (c/ Aldo Cabral)
  • • Solitário
  • • Sonhei com ela
  • • Sonho •
  • Talento não
  • • Tempo perdido
  • • Tenho prazer
  • • Terra boa (c/ Wilson Batista)
  • • Teus olhos (c/ Roberto Martins)
  • • Tô ficando velho
  • • Todo mundo enlouqueceu (c/ Jorge de Castro)
  • • Trovador não tem data (c/ Wilson Falcão)
  • • Tu és esta canção
  • • Um motivo
  • • Um retrato de Minas
  • • Vá baixar noutro terreiro (c/ Raul Marques)
  • • Vai levando (c/ José Batista)
  • • Vai Madalena
  • • Vai na paz de Deus (c/ Antônio Domingues)
  • • Vai, mas vai mesmo
  • • Vassalo do samba
  • • Velha Guarda
  • • Vem amor (c/ Raul Longras)
  • • Vestiu saia tá pra mim (c/ José Batista)
  • • Vida da minha vida
  • • Você é o meu xodó (c/ Wilson Batista)
  • • Você me deixou (c/ Arnaldo Vieira Marçal)
  • • Você não é como as flores (c/ Carlos Imperial)
  • • Você não nasceu pra titia
  • • Você não quer, nem eu
  • • Você não sabe, amor (c/ Bide)
  • • Você não tem palavra (c/ Newton Teixeira)
  • Você nasceu pro mal
  • Você passa e eu acho graça (c/ Carlos Imperial)
  • Vou buscar minha Maria (c/ Claudionor Cruz)
  • Vou tirara meu pé do lodo (c/ Conde)
  • Zé da Zilda
Discografia
  • (1941) É negócio casas/Lá na quebrada do monte • Odeon • 78
  • (1942) Foi covardia/A nova aurora raiou • Odeon • 78
  • (1942) Deus me ajude/Sim, foi ela • Odeon • 78
  • (1942) Nós das Américas/Quem mandou iaiá • Odeon • 78
  • (1942) Represária/Ela é boa mas é minha • Odeon • 78
  • (1942) Ai! Que saudades da Amélia/Chorar pra quê • Odeon • 78
  • (1942) Ai! Que saudades da Amélia/Não posso viver sem ela • Odeon • 78
  • (1943) Abaixa o braço/Ela não quis... • Odeon • 78
  • (1943) Alma perdida/Dinheiro pra festa • Odeon • 78
  • (1943) Salve a Bahia/Leonor • Odeon • 78
  • (1943) Desta vez não!/Isto é de doer • Odeon • 78
  • (1943) Três palhaços na berlinda/Me deixa sambar • Odeon • 78
  • (1944) Diz o teu nome/Trabalho • Odeon • 78
  • (1944) Brasil/Batuca no chão • Odeon • 78
  • (1944) Laura/Não irei lhe buscar • Odeon • 78
  • (1944) Escravo da saudade/Meu protetor • Odeon • 78
  • (1945) Isto é que nós queremos/Perpétua • Victor • 78
  • (1945) Nunca mais/Boêmio sofre mais • Victor • 78
  • (1945) Ana/Todo o mundo enlouqueceu • Victor • 78
  • (1945) Vá baixar em outro terreiro/Capacho • Victor • 78
  • (1945) Pela luz divina/Meu papel • Victor • 78
  • (1945) Boêmio/O negro e o café • Victor • 78
  • (1945) Olha a saúde rapaz!/Malvado • Odeon • 78
  • (1945) Fogueira do coração/Martir no amor • Odeon • 78
  • (1946) Audiência ao prefeito/Sonhei com ela • Victor • 78
  • (1946) Índia do Brasil/Rosário de lágrimas • Victor • 78
  • (1946) Dulcineia/Fala Pedro • Victor • 78
  • (1946) Solitário/Na hora da partida • Victor • 78
  • (1946) Geme negro/Alodê • Victor • 78
  • (1947) Atraso de vida/O que é que eu vou dizer em casa • Victor • 78
  • (1947) Infidelidade/Exemplo • Victor • 78
  • (1948) Boca de fogo/O castigo que te dei • Star • 78
  • (1949) O coração não envelheceu/Ela, sempre ela • Star • 78
  • (1949) Eu também sou general/Madame garnizé • Star • 78
  • (1949) Vida da minha vida/Banco de réu • Star • 78
  • (1951) Agradeço a Deus/Mentira do povo • Carnaval • 78
  • (1952) Deixa essa mulher pra lá/Balança, mas não cai(Com Linda Batista) • RCA Victor • 78
  • (1952) Vestiu saia, tá pra mim/Minhas lágrimas • Star • 78
  • (1953) Conceição/A cara me cai • Copacabana • 78
  • (1954) Rabo de saia/Zé da Zilda • Todamérica • 78
  • (1954) É hoje/Doeu • Copacabana • 78
  • (1955) Sai do meu caminho (Aguenta Felipe)/Melodia de morro • Sinter • 78
  • (1955) Fala, mulato/Castelo de Mangueira • Sinter • 78
  • (1955) Rainha do samba/Vida da minha vida • Sinter • 78
  • (1955) Ai que saudades da Amélia/Ago-iê • Sinter • 78
  • (1955) Pai Joaquim d'Angola/Pois é... • Sinter • 78
  • (1955) Vida da minha vida/Banco de réu • Copacabana • 78
  • (1956) Samba de Bangu/Mulata assanhada • Sinter • 78
  • (1956) Um retrato de Minas/Santos Dumont • Sinter • 78
  • (1956) Meu tempo de criança/Quem me deve, me paga • Sinter • 78
  • (1956) Infidelidade/Atire a primeira pedra • Sinter • 78
  • (1956) Leva meu samba/Herança do desgosto • Sinter • 78
  • (1956) Lar antigo/Mentira pura • Sinter • 78
  • (1956) Endereço/Eu e o meu amor • Sinter • 78
  • (1956) 8 sucessos de Ataulfo Alves • Sinter • LP
  • (1957) Caminhando/Rainha do mar • Sinter • 78
  • (1957) Devagar morena/Maria da Conceição • Sinter • 78
  • (1957) Minha mãezinha/Sim voltei • Sinter • 78
  • (1957) Agradeça a sua amiga/Sei que é covardia • Sinter • 78
  • (1957) O vento que venta lá • Sinter • 78
  • (1957) Juvenal/Como doi • Sinter • 78
  • (1957) Ouvindo Ataulfo Alves e Suas Pastoras • Sinter • LP
  • (1958) Vai, mas vai mesmo/Chorei, penei • Odeon • 78
  • (1958) A carta/Talento não tem idade • Todamérica • 78
  • (1959) Casa 33/Jubileu • Odeon • 78
  • (1959) Gastei tudo num dia/Semeia mas não cresce • Todamérica • 78
  • (1960) A pedida é essa/De onde veio a Eva • Todamérica • 78
  • (1961) É bossa mesmo • Copacabana • LP
  • (1961) Quantos projetos/Vanguardeiros do rei • Copacabana • 78
  • (1962) Meu samba... Minha vida • Philips • LP
  • (1962) Não tenho pressa/Me dá meu chapéu • Philips • 78
  • (1962) Na cadência do samba/O que é que há • Philips • 78
  • (1962) Miraí/Primeiro de maio • Copacabana • 78
  • (1962) Malvada/Você nasceu para o mal • Copacabana • 78
  • (1963) Você nasceu pra titia/Nunca mais • Philips • 78
  • (1963) Na cadência do samba/Ai? Aurora • Philips • 78
  • (1966) Eternamente samba • Polydor • LP
  • (1967) Ataulfo tradição • Polydor • LP
  • (1968) Ataulfo Alves e muito samba • MIS/Polydor • LP
  • (1969) Revivendo o mestre Ataulfo - Noite Ilustrada • Continental • LP
  • (1969) Eu, Ataulfo Alves • MIS/Polydor • LP
  • (1989) Leva meu samba...Ataulfo Alves • Som Livre • LP
  • (1996) A você - Ataulfo Alves - vol. 2 • Revivendo • CD
  • (1999) Saudade da professorinha - Ataulfo Alves • Revivendo • CD
  • (2000) Raízes do samba - Ataulfo Alves • EMI BRASIL • CD
Bibliografia

http://dicionariompb.com.br/

http://www.memoriamusical.com.br/

http://www.mis.rj.gov.br/

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MORAES, Mário de. Recordações de Ary Barroso. Rio de Janeiro: MEC/FUNARTE,1979.

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TINHORÃO, José Ramos. Música popular – teatro e cinema. Rio de Janeiro: Vozes, 1972.

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