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Jackson Antunes

Jackson Antunes

Cantor Natural de Janaúba Nasceu em 8 de agosto de 1960 Gênero musical: Música popular brasileira, outro
Biografia

Na adolescência, formou conjuntos musicais com seus irmãos, como os “Beavers”, integrado, também, Seu avô foi um grande aboiador e morreu no dia de seu nascimento. Ainda criança, saía acompanhando as folias de reis de porta em porta. A partir dos oito anos, a família ganhou um rádio comprado pela irmã e tornou-se costume ouvir as transmissões do Programa Sertanejo Classe A, na Rádio Nacional de São Paulo, onde acompanhava as interpretações de duplas como Tião Carreiro e Pardinho, Cacique e Pajé e Sulino e Marrueiro, entre outras. Teve aulas de canto com o professor José Spinto, primo de Gilda de Abreu.

Dados Artistícos

Como ator, começou trabalhando em circos e no teatro amador. Atuou em diversas novelas na TV Globo, entre as quais “O rei do gado”, onde interpretou o papel de um líder sem terra. Em 2000, atuou no seriado “Aquarela do Brasil”.

Após sete anos de negativas de diversas gravadoras, gravou o CD “Jackson Antunes canta Téo Azevedo”, lançado pelo selo Pequizeiro e distribuído pela gravadora Eldorado, no qual interpretou diversas composições do cantador mineiro entre as quais “Velho Chico”, de Téo Azevedo e Corrêa Neto, “Réquiem a Tião Carreiro”, “Meu orgulho é ser vaqueiro”, ambas de Téo Azevedo e ainda “Ternos pingos de saudade”, de Téo Azevedo e Cândido Canela, e “Viola de bolso”, com música de Téo Azevedo para versos de Carlos Drummond de Andrade. Gravou em seguida “Jeitão de caipira”, em dueto com o cantador e violeiro paulista Tião do Carro, interpretando diversos clássicos do cancioneiro caipira, entre as quais “Oi, paixão”, de Tião Carreiro e Zé Paulo, “Mundo velho”, de Tião Carreiro e Lourival dos Santos, “Terra roxa”, de Teddy Vieira, “Travessia do Araguaia”, de Dino Franco e Dicró dos Santos, e “A vaca já foi pro brejo”, de Tião Carreiro, Lourival dos Santos e Vicente Machado, entre outras. Em 2000, lançou seu terceiro disco “Jackson Antunes, o cantador matuto, canta Luiz Gonzaga”, produzido por Téo Azevedo e distribuído em bancas de jornais pela Panela Music e que alcançou em pouco tempo a marca de 20 mil cópias vendidas em apenas quatro estados, sem mesmo ter tocado em rádios ou programas de televisão. Gravou ainda os discos de declamação “Nosso coração caipira”, pela Atração, e “Viver em paz”, pelas Edições Paulinas. Nesse mesmo ano, como ator interpretou o monólogo “Memória de Embornal”, de autoria de Íris Gomes da Costa, com interpretação e direção de Tizuka Yamasaki, fechando o 14º Festival Universitário de Teatro de Blumenau realizado no Grande Auditório do Teatro Carlos Gomes

Em 2002 participou do CD das Irmãs Galvão nas músicas “Cabocla Tereza”, de Raul Torres e João Pacífico e “Chico Mineiro”, de Tonico e Francisco Ribeiro. No mesmo ano, participou no teatro da UFF do show de Xavantinho e Chico Lobo comemorativo aos 25 nos da gravadora Kuarup. No mesmo ano, saiu pela Kuarup o CD “Veredas do grande sertão”, uma coletânea com músicas de seus discos anteriores.

Ainda em 2002, lançou pela Kuarup o CD “Pé de serra”, com produção de Téo Azevedo e apresentando em seu repertório “Ana Maria”, de Janduhy Finizola; “Canção da saudade”, de Accioly Neto; “Meu cenário”, de Petrúcio Amorim; “O Parque da Juraci”, de Zeca Baleiro; “O cio do grão”, de Eliezer Setton; “Eu me lembro”, de Dominguinhos e Anastácia e “Vai devagar Conceição”, de Bráulio de Castro. Paralelamente, como ator, participou, no mesmo ano da novela “Terra nostra”, na TV Globo, encarnando um cantador matuto.

Em 2003, lançou seu oitavo disco “Quanta saudade dá”, uma homenagem ao ator Mazzaropi, com destaque para a faixa título com acompanhamento de Zé Américo. No mesmo ano, apresentou-se na tradicional festa de Folia de Reis de Alto Belo, Minas Gerais, promovida pelo cantor, compositor e produtor Téo Azevedo, evento em que já vem se apresentando desde 1998, no qual desfruta de grande popularidade entre seus frequentadores, habitantes das adjacências e Montes Claros e boa parte do Norte de Minas. Em 2004, como ator e cantor, Jackson Antunes apresentou oespetáculo “Cabocla” em que prestou homenagem à mulher brasileira através da obra de poetas populares que contam histórias do povo em causos, verso, prosa e música. Em cena, pode-se ver seu lado cantor, ou cantador, como prefere ser chamado, interpretando clássicos como “Cabocla”, “Cabocla Tereza”, “Prenda Minha”, “Mestiça” e outros. Além de muita música, o espetáculo trazia versos e poemas caipiras. Em 2005, teve participação especial no filme “Dois Filhos de Francisco- a história de Zezé di Camargo e Luciano”, de Breno Silveira, em que interpretou o sanfoneiro experiente que teria dado dado ao menino Mirosmar (Zezé di Camargo) as primeiras orientações para tocar acordeom. Em 2015, realizou participação especial no CD “Cantos do Brasil puro”, de Téo Azevedo, cantando a música “Lamento de vaqueiro”. Do disco também participaram nomes como Luiz Vieira e João Araújo.

 

Discografia
  • • (1998) Jackson Antunes canta Téo Azevedo • Pequizeiro/Eldorado • CD •
  • • (1999) Jeitão de caipira. Jackson Antunes e Tião do Carro • Pequizeiro/Eldorado • CD
  • • (2000) Jackson Antunes, o cantador matuto, canta Luiz Gonzaga • Panela Music • CD
  • • (2002) Pé de serra • Kuarup • CD
  • • (2002) As veredas do grande sertão • Kuarup • CD
  • • (2003) Quanta saudade dá • Kuarup • CD
Bibliografia

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