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Incubadoras musicais estimam atingir 500 artistas brasileiros e movimentar mais de R$ 5 milhões no próximo ano

Incubadoras musicais estimam atingir 500 artistas brasileiros e movimentar mais de R$ 5 milhões no próximo ano
O Terno em showcase promovido por Bananada e Do Sol no PrimaveraPro, parte do festival Primavera Sound, em Barcelona | Ariel Martini

O Brasil esteve muito bem representado na 15 a edição do conceituado festival catalão Primavera Sound. O evento, que movimenta o calendário europeu com uma programação de mais de 200 shows, abriu espaço para bandas brasileiras e levou nomes como Aldo, The Band, O Terno, Mahmed, Nuvem, INKY, Water Rats e Quarto Negro para Barcelona.

Mas, a participação brasileira não se limitou ao palcos. Nesta edição, profissionais daqui também tiveram um papel significativo nas diversas palestras e debates do PrimaveraPro, conferência paralela ao festival que reúne importantes nomes da indústria da música de todo o mundo e que tornou-se referência internacional para o music business.

Anderson Foca, representante da incubadora musical potiguar DoSol, afirma que a presença dos brasileiros reforçou a importância de estabelecer uma relação com o mercado no geral e trocar experiências com pessoas ao redor do mundo.

Presente no painel “Experiências brasileiras com incubadoras musicais”, Foca se juntou a mais duas incubadoras musicais – a carioca Nós de Rede e a brasiliense Circula – para apresentar sua experiência e discutir a necessidade da formação de uma rede de bandas, artistas e incubadoras.

A mesa, mediada por Fabrício Nobre (Bananada | A Construtora), tornou a conferência ainda mais enriquecedora e trouxe propostas distintas, específicas de cada incubadora. A DoSol, por exemplo, faz registro, produz e difunde música por meio do seu centro cultural, produtora de vídeo, selo musical e festival de música. A Nós de Rede, por sua vez, visa a capacitação dos agentes do setor musical e sua conexão em rede, enquanto a Circula desenvolve serviços gratuitos para as bandas em áreas como comunicação, agenciamento, produção e projetos.

Luiza Bittencourt, representante da incubadora Nós de Rede, comenta que essa discussão foi “um passo importante para a internacionalização de projetos e para ampliar as parcerias dessas redes no exterior, visando promover intercâmbio e rodadas de negócio”.

Fabio Pedroza, da Circula, conta que “muitas pessoas nos procuraram depois da apresentação, querendo conhecer mais detalhes principalmente sobre financiamento e possibilidade de ampliação para uma plataforma mundial de apoio às bandas independentes”.

Além da participação no painel, os três representantes estiveram presentes nas rodadas de negócios e na área exclusiva para profissionais no evento, onde prospectaram novas iniciativas de intercâmbio e firmaram parcerias da rede no exterior. A estimativa é que essas ações atinjam mais de 500 artistas brasileiros no próximo ano e movimentem mais de R$ 5.000.000,00 com turnês, eventos, licenciamento de obras e conteúdo nacional.

* Anderson Foca (DoSol), Luiza Bittencourt (Nós de Rede) e Fabio Pedroza (Circula) são representantes de incubadoras musicais brasileiras

http://blogs.oglobo.globo.com/amplificador/post/primaverapro-incubadoras-musicais-estimam-atingir-500-artistas-brasileiros-e-movimentar-mais-de-r-5-milhoes.html